terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Música (Sintonize)


PLASTISCINES
About Love

Plastiscines é uma banda francesa, composta por Katty Besnard (vocalista/guitarra), Marine Neuilly (guitarra), Louise Basilien (baixo), Anaïs (bateria) e também das antigas bateristas Caroline and Zazie Tavitian.

Sendo colegas da mesma escola, elas formaram-se em 2004,quando conheceram Louise Basilien, que tocava harpa, durante um concerto da banda The Libertines. O seu talento foi rapidamente reconhecido por algumas personalidades da música como Maxime Schmitt, produtor da banda alemã Kraftwerk, e que as levou a assinar um contrato com a EMI em Outubro de 2006.

Em 2009, a banda lançou, em junho, o segundo disco da carreira, o interessante About Love.

Esse último trabalho é recheado com 12 músicas energéticas e um clima “garageiro” que dá um certo charme ao disco. A dupla de guitarristas Marine Neuilly e Katty Besnard (que também é a cantora principal da banda) trabalham muita bem juntas, alternando riffs simples de punkrock com distorções bem características do rock de garagem que bandas como The Donnas (impossível não comparar) e Sahara Hotnights fazem.

O segundo álbum das Plastiscines é bem descontraído, despretencioso e rápido – tem menos de 40 minutos de duração – ou seja, tudo que um bom disco que mistura garage rock com punk e indie precisa ter.

Músicas:
1. I Could Rob You
2. Barcelona
3. Bitch
4. Camera
5. From Friends to Lovers
6. Time to Leave
7. I Am Down
8. Another Kiss
9. Pas Avec Toi
10. Runnaway
11. You're No Good
12. Coney Island


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plastiscines
http://movethatjukebox.com/plastiscines-about-love/
http://glamorous-indie-rocknroll.blogspot.com/2009/11/plastiscines-about-love.html

Filme [Essencial]


Os Vigaristas
(Matchstick Men)


Estúdio: Warner Bros. / ImageMovers / HorsePower Entertainment / Liveplanet / Rickshaw Productions / Scott Free Productions
Distribuidora: Warner Bros.
Direção: Ridley Scott
Elenco:
Nicolas Cage (Roy)
Sam Rockwell (Frank Mercer)
Alison Lohman (Angela)
Bruce McGill (Frechette)
Bruce Altman (Dr. Klein)
Jerry Hauck (Motorista De Táxi)
Steve Eastin (Marido)

Sinopse:
O paranóico Roy Walker (Nicolas Cage) tem um trabalho no mínimo diferente: é um especialista em golpes, um verdadeiro artista do crime. Juntamente com Frank (Sam Rockwel), seu "sócio", Roy não tem qualquer pudor em enganar desde incautas senhoras até empresários milionários para conseguir dinheiro. Mas tudo muda quando ele encontra Angela, uma filha de 14 anos que ele nunca tinha visto.

À primeira vista, o filme parece ser uma típica história sobre dois trapaceiros e seus mirabolantes golpes para faturar uma grana em cima de incautos. Mas a impressão se desfaz logo e descobrimos que, na verdade, a história prioriza as relações familiares à ética da picaretagem. O filme retrata a história de Roy, (Nicolas Cage), um obssessivo-compulsivo cheio de tiques e com mania de limpeza. Junto a seu ambicioso sócio e aprendiz Frank (Sam Rockwell), forma uma dupla que vive de aplicar pequenos golpes. As coisas mudam quando Roy fica sabendo da existência de uma filha, fruto de um relacionamento desfeito há anos. Ela é Angela (Alison Lohman), adolescente voluntariosa que vira pelo avesso a rotina cuidadosamente ordenada do pai neurótico.


Ridley Scott ratifica mais uma vez seu talento com essa comédia sem fatuidade e repleta de anacronismos propositais. Tudo acontece, aparentemente, numa cidade moderna, mas alguns detalhes remetem aos anos 50 e 60, o que nos faz ficar em dúvida se o filme é uma história atual ou passada em outra época. Os Vigaristas não é denso, mas os personagens são psicologicamente complexos. As interpretações de Nicolas Cage e da jovem Alison Lohman impressionam.

É uma trama bem bolada, se você for tão desconfiado quanto eu pode até sacar alguma coisa antes do final, mas mesmo assim é muito bom. É exatamente o tipo de humor que agrada, sutil, pouca gente entende a “hora de rir”. Nicolas faz muito bem um vigarista meio maluco, cheio de manias e neuroses. Impossível não gostar da personagem do cara. Você acaba até torcendo pras falcatruas darem certo.


Fontes:
http://cinefilos.interativo.org/filmes/2003/10/os-vigaristas/
http://br.cinema.yahoo.com/filme/11336/critica/769/osvigaristas
http://www.filmesdecinema.com.br/filme-os-vigaristas-5135/
http://www.adorocinema.com/filmes/vigaristas

Literatura [Agora]


A Metamorfose

Autor: Franz Kafka

A Metamorfose (Die Verwandlung em alemão),
é um conto escrito por Franz Kafka,
publicado pela primeira vez em 1915.



"Quando Gregor Samsa despertou uma manhã
na sua cama de sonhos inquietos,
viu-se metamorfoseado num monstruoso insecto".

É deste modo que Kafka inicia a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante "obrigado" que deixou de ter vida própria para suportar financeiramente todas as despesas de casa. Numa manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um "dorso duro e inúmeras patas". A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose.
Depois, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. Gregor sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose. Apenas a irmã se digna a levar-lhe a alimentação, mas mesmo assim a repulsa e o medo também começam a se manifestar. A metamorfose de Gregor vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
Gregor passa a analisar as coisas que o rodeiam com muito mais atenção. Outra metamorfose ocorre no seio familiar: o pai volta a trabalhar, a irmã (Grete) também arranja um emprego e passam a alugar quartos na própria casa onde habitam. As atitudes dos pais perante o filho retratam ao leitor a idéia que este era apenas o "sustento" da casa. A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, o autor presenteia-nos com a sua escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo.
Interessante perceber que em nenhum momento da obra Gregor se dá conta realmente que se transformou num inseto. Apenas observa seus novos membros, órgãos e hábitos, mas com o tempo se acomoda na nova condição sem realmente entender no que se tornara.

A obra foi escrita em 1912, quando o autor contava vinte e nove anos. É um de seus poucos romances que foram finalizados e publicados, e é marcado pela sua forma peculiar de compor literatura. O final da estória, a certa altura, é completamente previsível. Mas a leitura, parágrafo por parágrafo, página por página, é saborosa e gratificante. É como se o final fosse já conhecido, porém cada passo contivesse algo de potencialmente novo ou surpreendente.
A estória de Samsa impressiona pela alegoria associada à vida de um homem comum que exerce atividades burocráticas. O termo "kafkiano", associado a tudo que é inusitado, surgiu das situações em que Gregor aparece contemplativo, em sua nova situação, observando desde seu novo ponto de vista as pessoas e o mundo que o rodeia.
A metamorfose é uma obra de literatura fantástica na medida em que explora uma situação inusitada e que foge ao que é aceitável ou palatável. Bem que poderia ser classificada como ficção científica, mas não há explicações mais detalhadas sobre a transformação do homem em inseto. O certo é que a estória de Gregor Samsa transcende essas classificações e denuncia os mecanismos de dominação e de subjugação da mente humana.
Neste livro, fica evidente a desesperança do ser, o pessimismo com relação ao futuro, a falta de respostas às questões mais simples e às mais profundas. Enfim, “A Metamorfose” é uma obra agressiva, verídica, mordaz e, acima de tudo, de resgate de valores e princípios. Esse sacrifício e transformação na própria carne para salvar o outro, mesmo que às vezes sem se dar conta disso, aparece de forma extrema na “Metamorfose”. Assim, podemos nos questionar sobre qual é o real valor do ser humano perante a sociedade e até mesmo perante os seus.

O mais famoso livro do escritor tcheco Franz Kafka não conta apenas a história do homem transformado em um inseto monstruoso. Ao narrar a trajetória do caixeiro-viajante Gregor Samsa - que ao acordar vê o próprio corpo metamorfoseado em um bicho com “dorso duro e inúmeras patas” - o escritor consegue, através de metáforas, contextualizar a condição humana e os dramas psíquicos da sociedade.
Após a leitura de A Metamorfose, o leitor pode ficar com uma incômoda sensação ao refletir sobre as contradições que envolvem as relações humanas. Quando a família descobre a transformação vivenciada por Samsa, ele passa a ser desprezível e deve ser eliminado. Mesmo quando a irmã mais nova começa a se aproximar dele com o objetivo de alimentá-lo, não esconde as esperanças de que voltasse à forma humana.
A obra foi escrita em 1912, dois anos antes do início da Primeira Guerra Mundial. O clima de agonia e pessimismo mantido por Kafka é apontado por alguns autores como relação direta com o cenário mundial da época em que a obra foi escrita. Apesar de ter sido escrita no início do século XVII, a obra permanece atual porque explora temas característicos da sociedade contemporânea, como a crise existencial, a desesperança do ser, pessimismo, a ausência de resposta, a solidão, impotência e a fuga – temas recorrentes da literatura de Franz Kafka.
O mundo imaginário e surreal que marca as obras do autor faz surgir o termo kafkiano, característico de todo esse universo desconhecido e único. Em A Metamorfose, o fantástico norteia a história, mas uma leitura atenta pode revelar que a abordagem registrada na obra pode não ser tão imaginária como se pode pensar, em um primeiro momento. A impotência de Samsa perante ações que antes lhe eram rotineiras como sair da cama ou caminhar, faz uma alusão às fraquezas humanas diante de pressões sociais. Denuncia como a sociedade restringe o valor do ser humano ao que produz e às aparências.


  Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Metamorfose
http://e-nigma.com.pt/criticas/metamorfose.html
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=400
http://www.bc.furb.br/sarauEletronico/index.php?option=com_content&task=view&id=137&Itemid=34

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Música (Sintonize)


NORAH JONES
THE FALL

Depois de conquistar o mundo do jazz, vender milhões de discos e ganhar oito Grammys, a cantora lança um álbum com pegada "roqueira" e assinatura de compositora.

Nos sete anos que separam o trabalho de estreia e o quarto álbum, The fall, recém-lançado, Norah Jones percorreu caminhos bem distintos. Se havia alguma prevenção a ela por causa do formato jazzístico dos primeiros tempos, esqueça. A roupagem, mais do que nos dois discos anteriores, Feels like home (2004) e Not too late (2007), está mais roqueira (para os padrões dela, que fique bem claro). Aqui, a guitarra se sobrepõe ao piano, opção que deve ter tido a mão do produtor, Jacquire King, mais conhecido por seu trabalho ao lado do Kings of Leon.

The Fall, em resumo, é o produto de uma alma inquieta, que fez dos anos 00 um período um pouco mais prazeroso para se degustar música.

"Um disco imperdível!"

Músicas:
1. Chasing Pirates (Norah Jones)
2. Even Though (Norah Jones/Jesse Harris)
3. Light As a Feather (Norah Jones/Ryan Adams)
4. Young Blood (Norah Jones/Mike Martin)
5. I Wouldn't Need You (Norah Jones)
6. Waiting (Norah Jones)
7. It's Gonna Be (Norah Jones)
8. You've Ruined Me (Norah Jones)
9. Back To Manhattan (Norah Jones)
10. Stuck (Norah Jones/Will Sheff)
11. December (Norah Jones)
12. Tell Yer Mama (Norah Jones/Jesse Harris/Richard Julian)
13. Man Of The Hour (Norah Jones)

Fontes:
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_19/2009/12/01/ficha_musica/id_sessao=19&id_noticia=18353/ficha_musica.shtml
http://conversascartomanticas.blogspot.com/2009/11/norah-jones-fool-and-fall.html
http://bravonline.abril.com.br/conteudo/musica/norah-jonas-colecionadora-records-critica-510424.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_fall

Filme [Essencial]

LITTLE MISS SUNSHINE
(PEQUENA MISS SUNSHINE)

Estúdio: Deep River Productions / Bona Fide Productions / Big Beach Films / Third Gear Productions LLC
Distribuidora: Fox Searchlight Pictures

Direção: Jonathan Dayton , Valerie Faris
Elenco:
Abigail Breslin (Olive)
Greg Kinnear (Richard)
Paul Dano (Dwayne)
Alan Arkin (Avô)
Toni Collette (Sheryl)
Steve Carell (Frank)

Ovacionado no Festival de Cinema de Sundance e no Festival do Rio, “Little Miss Sunshine” (no original) é uma comédia independente profundamente humana e satírica sobre uma família que realiza uma viagem de carro para participar de um concurso de beleza de crianças. Amontoados em uma Kombi enferrujada, seis pessoas nada comuns passam por situações trágicas e cômicas para chegar ao tal concurso. No final da jornada, o resultado é um só: uma paixão completa do público pelo filme!
Com um elenco absolutamente impecável, o filme é inteligente, ágil e, acima de tudo, humano. Resumindo: imperdível! O longa ainda faz críticas rasgadas ao chamado “american way of life”, satirizando a chamada ditadura da estética e a idéia de que existe uma fórmula para se dar bem na vida.

Sinopse:
Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.

A produção independente dirigida pelos estreantes Jonathan Dayton e Valerie Faris (experientes em vidoeclipes) vai na contramão desse cinema protagonizado por pessoas “certinhas” e coloca personagens divertidos e humanamente comuns como protagonistas. Num roteiro dinâmico, engraçado e emocionante, fazem desta comédia num dos melhores filmes de 2006.

 Os momentos finais, durante o concurso de beleza, conotam tudo que o filme quer mostrar: um grupo de pessoas normais que, ironicamente, são como corpos estranhos num ambiente cheio de pessoas que buscam a perfeição, funcionando como um microcosmo da própria sociedade. Alternando momentos hilários aos dramáticos, sempre relacionados às dificuldades que seus personagens têm no meio de uma sociedade que cobra valores ridículos.

 Premiações:

Vencedor de 2 Prêmios Oscar: Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original. Indicado a mais duas estatuetas: Melhor Filme e Melhor Atriz (Abigail Breslin).

Vencedor de 4 prêmios Indenpendent Spirits Awards 2007, nas categorias : Melhor filme independente, melhor direção, melhor ator coadjuvante(Alan Arkin) e melhor roteiro original.

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Comédia/Musical e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Toni Collette).

Recebeu 5 indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin e Paul Dano) e Melhor Roteiro de Estréia.

Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette e Abigail Breslin).


Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/pequena-miss-sunshine
http://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Miss_Sunshine
http://br.cinema.yahoo.com/filme/13794/critica/9423/pequenamisssunshine
http://www.cinemacafri.com/filme.jsp?id=6

Literatura [Agora]


COMÉDIAS DA VIDA PRIVADA

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Comédias da Vida Privada é uma seleção - quase homenagem - do trabalho de Luís Fernando Veríssimo ao longo de quase trinta anos de imprensa e mais de trinta livros publicados. Fantástico inventor de tipos, Veríssimo criou personagens célebres como Ed Mort, O Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté e tantos outros. Fez incursões na paródia, na poesia, foi o analista brilhante das coisas do dia-a-dia, falou sério quando necessário, com a contundência de um homem de princípios e, sobretudo, ampliou ainda mais as fronteiras deste gênero tão brasileiro quanto indefinível que é a crônica. E foi além: aqui neste livro temos concentrado um dos terrenos em que o autor movimenta-se com mais destreza e maestria. O território imenso, opaco, denso e impreciso da classe média. Seus heróis anônimos, os grandes e os pequenos gestos, a complicada engenharia familiar, as fidelidades, as infidelidades, as mesas de bar, as angústias, o trágico e o cômico combinados na estranha sinfonia do cotidiano. Casais, salas de jantar onde são decididos destinos com a televisão ligada, vizinhos barulhentos, Copacabana, enfim, ambientes onde transitam a esmagadora maioria dos habitantes deste país. Um universo ao mesmo tempo rico e banal, onde Luís Fernando Veríssimo inspirou-se para produzir algumas obras-primas.




Fonte: